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sábado, 15 de julho de 2017

Principais Livros de Nicolau Maquiavel









Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi um Italiano famoso da época do Renascimento. Filho de pais pobres, Maquiavel desde cedo se interessou pelos estudos. 
Tornou-se um importante historiador, diplomata, poeta, músico, filósofo e político italiano. Viveu durante o governo de Lourenço de Médici. Sua educação, porém, foi fraca quando comparada com a de outros humanistas, devido aos poucos recursos de sua família.

O Príncipe

A obra mais importante e famosa de Nicolau Maquiavel foi escrita em 1513. Em O Príncipe, Maquiavel aconselha os governantes sobre como governar e manter o poder absoluto, mesmo que seja necessário utilizar forças militares para alcançar tal objetivo. Esse livro que sugere a famosa expressão: “os fins justificam os meios”, que transmite a ideia de que não importa o que o governante faça em seus domínios, tudo é válido para manter-se como autoridade. Ou seja, os governantes precisam estar acima da ética e moral dominante para realizar seus planos. No entanto, essa expressão não se encontra no texto, foi apenas uma interpretação tradicional do pensamento maquiavélico. Esta obra tentava resgatar o sentimento patriota do povo italiano, e foi escrita no contexto que tinha como ideal a unificação italiana. Fica evidente, nesse ponto, a originalidade do pensamento político de Maquiavel.

A Arte da Guerra

Sete livros compõem a obra A arte da Guerra - Maquiavel. O primeiro e segundo livros falam sobre a instituição militar e a vida civil. O terceiro, quarto, quinto e sexto livros mostram como um exército é organizado para a luta, mencionado a ordem de batalha, o combate e a artilharia. Já o sétimo livro mostra as regras gerais e as conclusões de Maquiavel sobre a guerra.
A Arte da guerra foi escrito entre 1519 e 1520, num período em que a Itália necessitava de um forte líder militar e político que conseguisse criar um Estado unificado no norte do país, para eliminar as forças estrangeiras do território italiano. Maquiavel institui conceitos novos, que até então não existiam na guerra medieval, como a organização do exército, a hierarquia de comando, a formação de soldados, o Estado-Maior e os códigos de leis militares. A seguinte frase ilustra bem o princípio do livro: “minha intenção decerto não foi mostrar-vos como a antiga milícia era organizada, mas como em nossos dias se poderia ordenar uma milícia com mais virtù do que as de hoje“.
Virtù foi um conceito introduzido por Maquiavel que retratava a importância de os soldados serem nacionalistas e não mercenários.
A preocupação de Nicolau Maquiavel sobre as invasões estrangerias é reinterada diversas vezes em sua obra. O escritor defende sua posição: julgando eu, pelo que vi e li, que não é impossível reconduzi-la aos antigos modos e desenvolver-lhe alguma forma da antiga virtù, deliberei, para não passar este meu tempo de ócio sem fazer coisa alguma, escrever o que entendo sobre a arte da guerra, para satisfação dos amantes das antigas ações“.
Nicolau afirma que o poder só se mantém com um Estado armado, apresentando a arte de manter-se no poder por meio de embates militares. A análise parte da organização militar das forças romanas, suíças, francesas e alemãs. Ele mostra o que seria um exército ideal, descrevendo detalhadamente regras e organizações de batalha.

Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio é uma obra escrita por Nicolau Maquiavel em 1517, publicada postumamente em 1531. Tito Lívio foi um filósofo e escritor que cresceu em meio às guerras civis que assolavam a Itália na época de Júlio César. Dedicou seus últimos quarenta anos de vida à obra “Desde a fundação da cidade”, que consiste em uma narrativa da história de Roma, dividida em 142 livros, dos quais 35 são conhecidos. O tamanho e abrangência da obra tornaram “Desde a fundação da cidade” um clássico que influenciou grandes personagens históricos, entre eles, Alexis de Tocqueville, Montesquieu e Maquiavel.
Em Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio, Nicolau estimula o debate sobre o conceito de liberdade e virtude cívica. Segundo Maquiavel, há uma necessidade de confiar ao povo a preservação da liberdade para garantir a participação deste na vida pública. Para que o povo funcione como guardião de seu território, o julgamento de uma cidade, em última instância, deve ser do próprio povo. É necessário ter sempre muitos juízes, pois poucos juízes tendem a julgar a favor da minoria. Não há cidade forte sem povo, mas também não há cidade livre sem participação da maioria na vida política da cidade. Maquiavel, contudo, ressalva que a participação popular traz consequências. Levar o público a intenções e desejos que não são consensuais (como acontece na maior parte das vezes) pode resultar em conflitos políticos. Uma das maiores contribuições de Maquiavel às formulações de teóricos posteriores foi a intensa participação do povo nos negócios da cidade. Nicolau se destacou por refletir a respeito dos possíveis choques que essa participação poderia causar, diferentemente dos humanistas cívicos que haviam elaborado suas teses até então. São ideias novas como essa que fazem Maquiavel se destacar tanto como político revolucionário.
Podemos resumir a ideia da obra Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio destacando que Maquiavel se compara aos grandes navegadores, afirmando estar consciente dos riscos que estaria correndo ao percorrer novos caminhos na esfera do pensamento político.


A Mandrágora é uma peça de teatro escrita em 1518 e publicada pela primeira vez em 1524, escrita pelo italiano Nicolau Maquiavel.
Conta a história do jovem florentino Calímaco, que por conta de uma aposta, conhece e passa a desejar furiosamente uma mulher casada que não consegue ter filhos com seu marido. Para conquistá-la, com ajuda de um jovem embusteiro, de um frei sem escrúpulos e da mãe da recatada esposa, ele finge ser médico e receita um tratamento a base de mandrágora, uma planta afrodisíaca.
A Mandrágora é considerada um marco no teatro ocidental. Maquiavel constrói um texto onde a conquista amorosa, com suas urgências e exaltações, servem como pretexto para desenvolver um tratado prático e saboroso sobre estratégia política, sobre a arte de envolver, manipular, convencer e, por fim, conquistar um objetivo.

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